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Que lugar têm os ecrãs na rotina da tua família?

Como ajudar os nossos filhos a crescer num mundo de ecrãs?📱

“Só mais um vídeo!” É uma frase familiar em muitas casas. Entre jogos, vídeos e redes sociais, desligar um ecrã pode tornar-se motivo de discussão. Como podemos acompanhar os nossos filhos e ajudá-los a encontrar espaço para tudo o resto?

 

No episódio «Saúde mental: como proteger os filhos do vício digital», do programa Porque Sim Não é Resposta, o psicólogo Eduardo Sá defende que esta responsabilidade deve ser partilhada. As famílias têm um papel essencial, mas as plataformas, as escolas e o Estado também têm deveres na proteção dos mais novos.

 

Para os pais, acompanhar implica conhecer aquilo que os filhos fazem online, fazer perguntas e estabelecer limites. Eduardo Sá distingue esse envolvimento da vigilância escondida e lembra que aprender a regular a utilização do digital exige orientação dos adultos.

UmutRaw, 2023

August de Richelieu, 2020

Começar pela conversa 💬

Que jogos lhes interessam? Com quem falam? O que os faz querer continuar? Podemos abrir estas conversas com curiosidade, sem esperar que surja um problema.

Há pequenos gestos que podemos experimentar em família:

  • 👂 Ouvir com interesse: pedir aos filhos que nos mostrem um jogo ou contem o que gostam de ver.
  • 📱 Combinar momentos sem ecrãs: durante as refeições, por exemplo, incluindo os telemóveis dos adultos.
  • 🤝 Explicar os limites: conversar sobre as regras e acompanhar o seu cumprimento.

Dar espaço ao que acontece lá fora 🌳

No Pé Descalço, esta reflexão leva-nos a uma pergunta: que oportunidades estamos a criar para brincar longe dos ecrãs?

Podemos começar com propostas simples:

  • ⚽ Levar uma bola para o jardim e convidar um amigo.
  • 🍂 Explorar um caminho e reparar no que mudou com o outono.
  • 📦 Disponibilizar caixas e outros materiais para construir.
  • 👣 Deixar as crianças escolher a brincadeira e dar-lhes tempo para a desenvolver.

Nem todos os momentos precisam de uma atividade preparada. Uma tarde ao ar livre pode ter uma construção que não resulta, uma corrida inventada ou uma longa conversa enquanto se caminha à procura de um galho com uma determinada forma. São experiências que merecem espaço na semana.

Estar disponível também conta 💛

Por vezes, podemos entrar na brincadeira. Noutras, basta ficar por perto, ouvir uma ideia ou aceitar o convite para ver uma descoberta. Guardar o nosso próprio telemóvel ajuda a tornar essa disponibilidade visível.

É este o convite do Pé Descalço: olhar para a rotina da família e encontrar oportunidades para estar juntos, mexer o corpo e explorar.

 Pé Descalço, 2026

Fonte: Episódio «Saúde mental: como proteger os filhos do vício digital», do programa Porque Sim Não é Resposta, com Eduardo Sá, Rádio Observador, 25 de agosto de 2026. As propostas de brincadeira são uma reflexão do Pé Descalço a partir do tema.

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